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Brasil
11 de julho de 2011
Polícia busca mandantes do crime contra Edinaldo Filgueira
Clarinha Glock, URR-Brasil


Edinaldo Filguera (www.clesesdeperiodismo.com)
Serra do Mel, Rio Grande do Norte – Uma operação conjunta da Polícia Federal e da Secretaria de Segurança Pública do Rio Grande do Norte prendeu cinco acusados pelo assassinato do editor do jornal O Serrano, Edinaldo Filgueira, ocorrido em 15 de junho de 2011, na cidade Serra do Mel.

A operação denominada “Matadores de Aluguel” foi iniciada no dia 1° de julho de 2011, e prossegue agora para identificar os mandantes do crime. De acordo com Marcelo Mosele, superintendente da Polícia Federal (PF) no Rio Grande do Norte, não há dúvidas de que Filgueira morreu por sua função jornalística, devido às críticas que fez a políticos da região no jornal do qual era editor.

O editor foi executado em frente ao prédio onde tinha uma loja de informática e onde funcionava o jornal de sua responsabilidade, no centro de Serra do Mel. Naquele momento, estava conversando com outros moradores. Os assassinos fugiram em uma motocicleta.

A Polícia Federal foi chamada a integrar as investigações do caso por três razões, explica Mosele. A primeira foi porque a direção geral da PF suspeitava que a morte de Filgueira poderia estar relacionada à onda de violência e assassinatos contra líderes de movimentos sindicais e populares que aconteceu no final de maio deste ano, no norte do país (principalmente Pará e Rondônia). Esta hipótese já foi descartada.

A segunda razão é que Filgueira, além de manter o jornal, era líder regional do Partido dos Trabalhadores (PT). O diretório estadual do PT enviou um requerimento formal pedindo a apuração do caso, por acreditar que o crime poderia estar ligado a sua atividade político-partidária.

E finalmente porque, como editor de O Serrano, Filgueira era considerado um formador de opinião com forte atuação comunitária e política.

“Ao matarem aquele profissional os responsáveis feriram um dos principais pilares do Estado Democrático de Direito, que é a liberdade de imprensa”, diz o comunicado da PF. “A PF tem diligenciado vários casos semelhantes de jornalistas assassinados no exercício da profissão”, lembra Mosele. Entre eles, cita o do jornalista Francisco Gomes de Medeiros, o F. Gomes, morto em 18 de outubro de 2010.

O nome da operação “Matadores de Aluguel” se refere aos fortes indícios de que parte dos integrantes da quadrilha que foi presa tinha como principal atividade criminosa “a execução de pessoas a mando de terceiros, mediante pagamento e outras vantagens financeiras ofertadas pelos mandantes”.

A prisão foi anunciada no dia 4 de julho por representantes da PF e Secretaria de Segurança Pública do Estado. Foram presos: Rafanio Brito de Azevedo, 30 anos, conhecido por Alemão, acusado de ser o agenciador e intermediário entre mandantes e executores; Abnadabe Nunes Ismael Pereira da Silva, 31 anos, conhecido por Foguinho ou Qualhada, acusado de ser um dos executores; Francisco Fabio Ferreira, 23 anos, conhecido como Galego, também acusado de ser executor; e Paulo Ricardo da Costa, 24 anos, o Paulinho, que completa o trio de executores. Marcelio de Sousa Moura, 29 anos, também preso, foi acusado de guardar as armas e prestar apoio logístico.

A polícia apreendeu com eles oito armas, entre espingardas e revólveres calibre 38, além de munições, que foram encaminhadas para perícia. Segundo as investigações, os pistoleiros também haviam sido contratados para matar um comerciante de Serra do Mel que estaria causando transtornos aos mesmos mandantes do crime contra Filgueiras. Mas o assassinato deste comerciante não se concretizou porque eles tiveram de deixar a cidade após a morte do jornalista.

Um relatório da PF menciona ainda um outro crime praticado pelo mesmo grupo, em 6 de abril de 2011, e planos para a execução de quatro pessoas nos próximos dias. As ações do bando seriam de conhecimento público, mas a lei do silêncio predomina na região, devido ao medo de represálias.






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